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22 de janeiro de 2009

Avenida dos Aliados


Foto de Alberto Guimarães

Avenida dos Aliados. Continuo a não sair ileso de uma vertigem de cinzento quando ali passo. E com o céu plúmbeo, sinto, ainda mais, falta da reserva de conforto visual que eram os canteiros de flores, os bancos vermelhos e os desenhos na calçada, tirados com a requalificação daquele espaço. Já ninguém se indigna?

19 de junho de 2006

Avenida dos Aliados


Eu ando pelo mundo prestando atenção
em cores que eu nem sei o nome
cores de Almodóvar
cores de Frida Khalo, cores
passeio pelo escuro

eu vejo tudo enquadrado
remoto controle.


Esquadros, Adriana Calcanhotto.

Porto. O filme da cidade começa a ser difícil de montar. Falta de figurantes. Principalmente nas cenas nocturnas.
E nos frames da Avenida dos Aliados, muito cinzento. Por outras palavras, Manuel António Pina descreve hoje no Jornal de Notícias a actual Aliados, saída das obras, como «uma Tiananmen monocórdica e “sizenta”.
Velhos postais da Avenida são agora imagens transcendentes. Os bancos de um vermelho que eu nem sei o nome, antes de serem uma recordação, já lá estavam etéreos. Ninguém desconfiava.