21 de junho de 2010

Verão!


Comemorar a entrada do Verão. Claro que a Galena não deixaria também de fazer isso.

26 de maio de 2010

Os anjos


Foto de Alberto Guimarães

Os anjos permanecem nas cidades. Lisboa, Rua da Madalena.

1 de maio de 2010

1º de Maio


Foto de Alberto Guimarães

1º de Maio. Hoje a cidade não está parada. Dá pequenos passos.

24 de abril de 2010

Pombas, pontas de cigarro


Foto de Alberto Guimarães

Pombas e pontas de cigarro na Rua da Alegria, Porto.

13 de abril de 2010

Retro



Não vale pena clicar neste anúncio, não é uma publicidade AdSense mas sim mais uma exaltação retro. As bicicletas da Auto-Lusitania publicitadas na revista portuguesa Rádio Nacional, dada à estampa em 13/01/1946.

11 de abril de 2010

Auto da Páscoa no Bolhão















Fotos de Alberto Guimarães

Este blog não é a Gazeta do Bolhão. Mas não há como resistir a publicar estas fotos da passagem pelo mercado da visita pascal aos comerciantes, efectuada pela Paróquia de Santo Ildefonso e à qual o Presidente da Junta se juntou. O Mercado do Bolhão e o centro da cidade num momentâneo desenfado, terça-feira passada.

9 de abril de 2010

Visões do Porto (30)


Foto de Alberto Guimarães

Não estamos aqui para enganar alguém (e a grua também não o permitia), mas mesmo numa foto já não muito recente, aqui fica uma visão da Praça de Carlos Alberto.

3 de abril de 2010

A tarde


Foto de Alberto Guimarães

As tardes que vão ser e terão sido
são uma só, inconcebivelmente.
São um claro cristal, só e doente,
inacessível ao tempo e a seu olvido.
são os espelhos dessa tarde eterna
que em um céu eterno se entesoura.
Naquele céu estão o peixe, a aurora,
a balança, a espada e a cistena.
Um e cada arquétipo. Assim Plotino
nos ensina em seus livros, que são nove;
bem pode ser que o que a nossa vida move
seja um reflexo fugaz do divino.
A tarde elemental ronda a casa.
A de ontem, a de hoje, a que não passa.

Jorge Luis Borges, Os Conjurados, tradução de Pepe Escobar.

26 de março de 2010

Espanto


A Igualdade entre Mulheres e Homens é um princípio constitucional consagrado e, uma das tarefas fundamentais do Estado Português que deve, não só garantir o Direito à Igualdade, mas também, assumir a sua promoção. Esta é assim, uma obrigação de todos os poderes públicos, nomeadamente da Administração Pública Central e Local e, consequentemente, de todas as pessoas que asseguram o serviço público.
Isto pode-se ler no portal da Secretaria de Estado da Igualdade. Todavia, deparei a semana passada com este anúncio chancelado pelo Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento, e publicado no jornal Destak. Para fazer passar uma louvável mensagem de alerta aos consumidores, usam-se lugares-comuns de um sexismo rançoso. Na patusca família do anúncio, as questões económicas, primordiais, são preocupação do pai/marido. Já a esposa/mãe tem inquietações relacionadas com a manutenção da casa e com as compras. E as crianças? A menina dedica-se com entusiasmo aos toques, SMS e por aí vai, enquanto o rapaz, proto-homem de acção com as calças rompidas, mostra também já valor intelectual e sensatez ao se interessar por jogos e brincadeiras seguras. Repare-se que a senhora da casa tem um aspecto elegante, enquanto o cavalheiro se permite apresentar uma rotunda catadura.
Afinal, há neste anúncio um reflexo de realidades ainda existentes, apesar de várias décadas o separarem dos spots da Família Prudêncio. O que nele me espanta é o desconchavo de ser veiculado por órgãos tutelados por um governo que até tem desenvolvido acções que contribuem para se conseguir uma efectiva igualdade. Como é possível um anúncio destes ser aprovado num briefing e chegar aos meios?

24 de março de 2010

Visões do Porto (29)


Foto de Alberto Guimarães

Rua Miguel Bombarda, hoje no final do dia.

21 de março de 2010

Visões do Porto (28)


Foto de Alberto Guimarães

A claridade é uma justa repartição de sombras e de luz. (Goethe)
Sombras e luz da Praça Marquês de Pombal. Uma forma de celebrar o início da Primavera.

14 de março de 2010

Isto não


Foto de Alberto Guimarães

Isto não é bonito
isto não é ilegível
isto não é para crianças

isto não é linguagem cifrada
isto não dignifica o povo

isto é o lado de dentro
da tua porta de fora, isto
deves conhecer: a tua mão
colada ao trinco

no capacho debaixo dos pés
o jornal o semanário o mensário
o anuário

está calor e está a nevar
está a morrer em paz, a letra
comeu tudo, nada
é mentira, nada é passado, nada
foi digerido-

Gerrit Kouwenaar, tradução de Fernando Venâncio.
In UMA MIGALHA NA SAIA DO UNIVERSO, Antologia da Poesia Neerlandesa do Século Vinte, Assírio & Alvim.