20 de agosto de 2008

Bond girls


Foto de Alberto Guimarães

A Galena sempre em demanda das bond girls. Rua do Heroísmo, Porto.

18 de agosto de 2008

Glamour


Foto de Alberto Guimarães

Detalhes: o glamour de um puxador de porta na Av. Dr. Lourenço Peixinho, Aveiro.

16 de agosto de 2008

Dorival Caymmi


Foto de Alberto Guimarães

Dorival é um buda nagô
filho da casa real da inspiração
como príncipe principiou
a nova idade da canção

Gilberto Gil

"Quem inventou o amor / não fui eu", cantava Dorival Caymmi. Contudo ele inventou tanta coisa musicalmente e poeticamente! Caymmi, era da beira do mar . E era de Maracangalha, um lugar que só pode existir no Brasil de Vladimir Maiakovski: "Dizem que em algum lugar, parece que no Brasil, existe um homem feliz". Ele era de todas as praias. E até vestiu de requebros de baiana uma moça do Marco de Canaveses, um lugar onde não chega o mar.

13 de agosto de 2008

Rua de Cedofeita (2)


Foto de Alberto Guimarães

Rua de Cedofeita (1)


Foto de Alberto Guimarães

O Pai Natal e outras personagens da Rua de Cedofeita.

12 de agosto de 2008

Janela


Ventana, Guillermo A. Monroy, acrílico/tela, 1980. in A Arte Galega na Colección Caixanova, Faro de Vigo, 2005.

Outros tons. De verdes da Galiza. A propósito da manhã fresca de hoje, pleno Agosto.

11 de agosto de 2008

Cores do Porto (2)


Foto de Alberto Guimarães

Porque o prazer não é apenas azul, outra fantástica manifestação de cor na luz crua do Porto. Reside alguma jactância na pintura deste edifício da Rua Alferes Malheiro, uma ostentação que gosto de saborear.

10 de agosto de 2008

Prazer azul


Foto de Alberto Guimarães

Desfazer a mala. Já com saudade dos finais de dia naquela esplanada azul na Praia de Puço Pucinho. O prazer de ter o ípsilon para ler e não o fazer. Prazer azul ponto final. Como está escrito nos guarda-sóis. Surround (sem ditadura de música de fundo): gaivotas, o mar de Vila Chã até aos penedos de S. Paio, talheres de quem já janta lá dentro. Não bastasse o mar, ter ainda para ver uma praia de Visconti a desmontar-se lá em baixo, os campos a sul para entrever! E um gato a espreitar.

Esta rua é alegre


Foto de Alberto Guimarães

Sexta-feira passada, dia oito de Agosto, defronto-me em Vila do Conde com Esta rua é alegre. O poema de Ruy Belo colocado por acto sensível ali na parede.
Quando chego a casa e abro o Público, verifico que nesse mesmo dia passaram trinta anos sobre o falecimento do poeta...

Esta rua é alegre. Não é alegre uma rua anónima
mas a rua de são bento em vila do conde
vista por mim certa manhã após a chuva
e o nevoeiro a dissipar-se já junto de santa clara
E no entanto não é a rua de são bento que é alegre
Alegre sou eu. E nem mesmo é que eu seja alegre
Acontece simplesmente que me sirvo destas palavras
numa manhã de chuva para falar falar por falar
e não falar de mim ou de uma certa rua
Não costumo por norma dizer o que sinto
mas aproveitar o que sinto para dizer alguma coisa
Isto, porém, são coisas que há já algum tempo se sabem
e talvez venham aqui para salvar este momento
para salvar romanticamente este momento
ou então para ilustrar um pouco desta vida que se perde
e não só ao viver-se mas ao pensar-se sobre ela
ao atraiçoá-la tantas vezes como condição indispensável do poema
Mas que dizia eu? Dizia apenas "esta rua é alegre"
O mais é só comigo e com a subjectiva forma como passo a minha vida

Ruy Belo

28 de julho de 2008

As janelas


Foto de Alberto Guimarães

As janelas
abrem sobre as fontes.

Abrem para o esplendor
dos juncos altos e das dunas,

para a extrema embriaguez
de um corpo nu nas areias.

As janelas abrem para a loucura
da sombra de um lírio entre as pernas.

Abrem para a luz extenuada
e masculina das colinas,

para as águas tresmalhadas,
para a língua em chama nas virilhas.

As janelas abrem para a doçura
da morte prometida nas espadas.

Eugénio de Andrade

18 de julho de 2008

Cicatrizes do Sol


Foto de Alberto Guimarães.

Fiz o que se deve fazer numa noite de Verão. Ouvi Ella a cantar Summertime. Para não entrarem os insectos cerrei as cortinas e através delas espreitei a lua cheia e as sombras. Cansado já de sondar os rumores desta madrugada de calor brando, para tudo fazer mesmo sentido, peguei num livro. Le silence d´une étoile/échangé contre un peu d´eau. E então, a fechar o círculo para a imagem que quero expor: le mur/habillé de chau/compte les jours captifs de ses pierres. Tahar Ben Jelloun, o poeta de Cicatrices du soleil. Na madrugada.

16 de julho de 2008

Travessa de Liceiras


Foto de Alberto Guimarães

Numa cidade onde muitas ruas são íngremes, pode não ser apetecível circular de bicicleta. De todo modo esta foto foi feita no Porto. Uma das portas de um belo frontispício da Travessa de Liceiras, freguesia de Santo Ildefonso.