Outra ilustração de Stuart Carvalhais que foi abordado aqui em dois posts anteriores e ainda recentes. Uma imagem inserida com um texto histórico publicado em Agosto de 1943 na revista O Mundo Português, propriedade do então Ministério das Colónias. A estética da ilustração sugere o universo de O Fantasma, série de BD criada por Lee Falk.
6 de março de 2008
Mais Stuart
Outra ilustração de Stuart Carvalhais que foi abordado aqui em dois posts anteriores e ainda recentes. Uma imagem inserida com um texto histórico publicado em Agosto de 1943 na revista O Mundo Português, propriedade do então Ministério das Colónias. A estética da ilustração sugere o universo de O Fantasma, série de BD criada por Lee Falk.
1 de março de 2008
Tipografia
28 de fevereiro de 2008
O tempo
Almoçar em casa
20 de fevereiro de 2008
Bus 507
Duas fotografias um tanto insólitas, feitas hoje por volta das 10 horas da manhã no bus 507, sentido Leça-Porto: inusitada temperatura amena permite aprazíveis passeios de bicicleta na praia de Matosinhos em pleno Inverno. E em Monte dos Burgos, no meio da massa urbana, ainda se pode ver da Circunvalação, uma bucólica cena rural com tractor.
Stuart
19 de fevereiro de 2008
Mais vale andar no mar alto...
Segunda-feira, 11 de Maio
Esta tarde, no Museu do Cairo, entre um sorriso doce da princesa Nafrit e um olhar desconfiado dessa velha águia real que é o faraó Ramsés II, os meus olhos poisaram sobre a múmia pálida de Tut-Ank-Amon. Uma luz doirada, que caía do alto, iluminava o cristal da urna funerária. À minha volta, em meio de um silêncio sepulcral, erravam sombras milenárias. Nos vasos de alabastro, animavam-se as figurinhas elegantes do primeiro império. Uma penumbra doce envolvia no seu leito de morte a figura melancólica do faraó. Nos seus lábios tristes pairava um resplendor de eternidade.
Este é um dos apontamentos de viagem redigidos por esse proeminente jornalista português que foi Norberto Lopes (1900-1989)em "Mais vale andar no mar alto...". Um livro escrito sobre o mar. No recolhimento da câmara de um navio de guerra, à hora em que as embarcações dormiam sobre os turcos, eu ia traçando rapidamente as minhas impressões num diário de viagem. Palavras do prefácio que o autor concluía com convicção: (..) viajar é viver numa eterna ilusão, num eterno sonho de felicidade, num eterno encantamento dos sentidos e o homem vive muito mais de ilusões, de sonhos e de quimeras do que da nudez triste da realidade. A ilustração da capa saiu da proficiência de Stuart Carvalhais (1887- 1961). Creio que o elegante grafismo da capa seja também de Stuart, artista sobre quem se pode encontrar muita documentação na internet, como teria de ser tratando-se de alguém que nos legou obra notável no domínio da ilustração e da caricatura, entre outras áreas, designadamente a banda desenhada de que foi um pioneiro.
Este livro, que tive de ler e colocar no scaner com todo o cuidado, data de 1925.
13 de fevereiro de 2008
SHAZAM!
Qualquer apreciador/admirador do Capitão Marvel sabe da injustiça deste super-herói não ter sido nos últimos anos móbil de adaptação para cinema das suas aventuras.
Parece que o caso está sanado. O realizador Peter Segal vai levar às telas os lances extraordinários e divertidos de Billy Batson/Capitão Marvel. A notícia é dada por Rafael Tavares no blog Continuum (ver links). O Rafael teve a amabilidade de me enviar um recado pelo Orkut a dar conta do post. Foi assim motivo para eu conhecer o blog que ele integra, o qual achei, embora despretensioso, muito bem elaborado e cheio de curiosas informações sobre BD e não apenas.
Agora, esperemos que a nova investida do Capitão no cinema, faça jus ao imaginário das estórias em quadradinhos e à riqueza gráfica e que os seus autores sempre estamparam.
2 de fevereiro de 2008
Entrudo
26 de janeiro de 2008
25 de janeiro de 2008
Bolhão
Foto de Alberto Guimarães
A delineada destruição do Mercado do Bolhão, é motivo para uma interessante perspectivação por parte do Arquitecto Manuel Correia Fernandes no Jornal de Notícias de hoje. Infelizmente não encontrei na edição on-line (para aqui colocar um link), a crónica onde são percorridas reflexões «para além das questões mais evidentes dos valores patrimoniais que estão em jogo». Para o Arquitecto M. C. Fernandes, o desaparecimento de mercados como o Bolhão, acarretam perversos resultados que se prendem «com a “ditadura” das grandes superfícies não só sobre os habitantes das cidades, como, também, sobre os habitantes dos campos enquanto produtores agrícolas que, sendo pequenos, (como são quase todos em Portugal) não podem ombrear com os grandes compradores e distribuidores…».
Escreve ainda «…se por maldade ou incúria dos homens – como acontecerá se o Bolhão for destruído – se quebrarem os elos duma cadeia vital, os resistentes de hoje serão os desistentes de amanhã e o que é, ainda hoje, espaço natural, produtivo e saudável, será amanhã… mais cidade»
De forma incisiva, termina o cronista « …também por tudo isto, se o nosso Bolhão desaparecer é um pouco de nós todos que também desaparece! Mas isso só acontecerá se quisermos».
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