
O Inverno. Giuseppe Arcimboldo, 1573.
Outro anúncio brasileiro do Toddy. Segundo as anotações que estão no Youtube com este vídeo, será um anúncio dos anos 50. Já agora, o pressuposto de que o vídeo antecedente é datado de 1958, tem a mesma origem.
Este spot, em forma de filme de animação, faz notar o Toddy como alimento infantil mas tem subjacente a mesma ideia do anterior de diversidade ou mesmo unanimidade de acolhimento público ao produto. A banda sonora faz o mimetismo necessário do Toddy ao Brasil.

A Galena perdeu-se no tempo mas não no espaço. Retomamos exactamente onde localizamos o anterior post. E a partir da Capela do Palacete dos Pestanas, junto à Praça da República, no Porto, descemos a Rua do Almada, via onde onde se encontram belíssimas fachadas oitocentistas. Por detrás de frontípicios irisados pelos seus azulejos e pelas portas e janelas pintadas com cores muito vivas, viveu muita aristocracia portuense. Nas lojas instalou-se um sólido comércio, especialmente ferrageiro. Com o desamparo dos habitantes e comerciantes que dali abalaram, a Rua do Almada mostra-se agora algo decrépita, um pouco como toda a baixa do Porto. O novo comércio algo avant-garde que ali se instalou não é ainda suficiente para a rua recuperar o seu garbo ingénito. Mesmo assim, o encanto da Rua do Almada, esse, apesar de tudo, persiste. Entre o sonho e a realidade.

Foto de Alberto Guimarães
Soares do Reis nasceu há 160 anos. De um helenismo bem manifesto e embebido da observação e estudo da estatuária de mestres franceses e italianos, não obstante, o artista nascido em Gaia, legou-nos obras com uma perspectiva efectivamente portuguesa e de onde trespassa o que se poderá chamar uma profunda portugalidade. O Desterrado é bem exemplo disso.
O aticismo de Soares dos Reis está presente também quando ele elabora em 1880 duas peças em granito para a fachada da Capela dos Pestanas no Porto: as imagens de São José (que aqui se mostra) e São Joaquim onde o artista leva o seu trabalho a harmonizar-se com o estilo gótico do templo. Simples, fulgurantes, cheias de espiritualidade, essas imagens fazem parte de uma miríade de beleza, privilégio do Porto.
A ditadura militar argentina (1976-1983), deixou marcas que o tempo não apaga, contas com a justiça que não podem prescrever. E Christian Von Wernich, ex-capelão da polícia da Província de Buenos Aires, foi ontem condenado a prisão perpétua pela justiça da Argentina, pena máxima prevista pelas leis locais, por ter participado em sete homicídios qualificados, 31 casos de tortura e 42 privações ilegais de liberdade. "Todos os direitos referidos são crimes contra a humanidade" cometidos na Argentina durante o último governo da ditadura militar, afirmou o presidente do tribunal, Carlos Rozanski.