Toddy, anúncio de TV, Brasil, 1958
10 de dezembro de 2007
9 de dezembro de 2007
2 de dezembro de 2007
Continuação
Mais fotos da cidade, desta vez no meio da fascinante mistura de névoa e outonal dourado propiciados após as chuvas de ontem. Fotos feitas nas traseiras da Rua Cimo de Vila, precisamente no pátio e nas janelas da Pensão Mondariz. Com agradecimentos ao Sr. António.
To be continued.
16 de novembro de 2007
LEGAL

A capa que reproduzo em cima é do álbum de 1970 LEGAL, de Gal Costa e foi elaborada pelo artista plástico brasileiro Hélio Oiticica. Reproduzo-a do louvável blog Loronix, que teve a sensibilidade de a exibir no seu todo (capa e contracapa). A mesma sensibilidade não tiveram os responsáveis pela adaptação para o CD que possuo, pois além de só mostrarem a frente, reduzem-a numa escala que nem sequer aproveita o 12x12cm.
13 de novembro de 2007
Rua do Almada
A Galena perdeu-se no tempo mas não no espaço. Retomamos exactamente onde localizamos o anterior post. E a partir da Capela do Palacete dos Pestanas, junto à Praça da República, no Porto, descemos a Rua do Almada, via onde onde se encontram belíssimas fachadas oitocentistas. Por detrás de frontípicios irisados pelos seus azulejos e pelas portas e janelas pintadas com cores muito vivas, viveu muita aristocracia portuense. Nas lojas instalou-se um sólido comércio, especialmente ferrageiro. Com o desamparo dos habitantes e comerciantes que dali abalaram, a Rua do Almada mostra-se agora algo decrépita, um pouco como toda a baixa do Porto. O novo comércio algo avant-garde que ali se instalou não é ainda suficiente para a rua recuperar o seu garbo ingénito. Mesmo assim, o encanto da Rua do Almada, esse, apesar de tudo, persiste. Entre o sonho e a realidade.

30 de outubro de 2007
Soares dos Reis
Foto de Alberto Guimarães
Soares do Reis nasceu há 160 anos. De um helenismo bem manifesto e embebido da observação e estudo da estatuária de mestres franceses e italianos, não obstante, o artista nascido em Gaia, legou-nos obras com uma perspectiva efectivamente portuguesa e de onde trespassa o que se poderá chamar uma profunda portugalidade. O Desterrado é bem exemplo disso.
O aticismo de Soares dos Reis está presente também quando ele elabora em 1880 duas peças em granito para a fachada da Capela dos Pestanas no Porto: as imagens de São José (que aqui se mostra) e São Joaquim onde o artista leva o seu trabalho a harmonizar-se com o estilo gótico do templo. Simples, fulgurantes, cheias de espiritualidade, essas imagens fazem parte de uma miríade de beleza, privilégio do Porto.
22 de outubro de 2007
Sombra e canteiros
(…) Por encomenda da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) e do Gabinete Comércio Vivo, a empresa CB Richard Ellis, que delineou uma estratégia para a revitalização comercial do coração da cidade a colocar em prática até 2010, aponta, num estudo a que o JN teve acesso, para a escassez de lojas e para a falta de atractividade do comércio na avenida e na Praça da Liberdade. Recomenda, também, mais sombra e canteiros numa zona acabada de recuperar. (…)
E agora?
11 de outubro de 2007
Gatos
(...) Contudo e já agora penso
que os gatos são os únicos burgueses
com quem ainda é possível pactuar—
vêem com tal desprezo esta sociedade capitalista!
Servem-se dela, mas do alto, desdenhando-a
...Não, a probabilidade do dinheiro ainda não estragou inteiramente o gato
mas de gato para cima—nem pensar nisso é bom!
Propalam não sei que náusea, revira-se-me o estômago só de olhar para eles!
São criaturas, é verdade, calcule-se,
gente sensível e às vezes boa
mas tão recomplicada, tão bielo-cosida, tão ininteligível
que já conseguem chorar, com certa sinceridade,
lágrimas cem por cento hipócritas. (...)
Excerto de "Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos" de Mário Cesariny.
10 de outubro de 2007
Argentina
A ditadura militar argentina (1976-1983), deixou marcas que o tempo não apaga, contas com a justiça que não podem prescrever. E Christian Von Wernich, ex-capelão da polícia da Província de Buenos Aires, foi ontem condenado a prisão perpétua pela justiça da Argentina, pena máxima prevista pelas leis locais, por ter participado em sete homicídios qualificados, 31 casos de tortura e 42 privações ilegais de liberdade. "Todos os direitos referidos são crimes contra a humanidade" cometidos na Argentina durante o último governo da ditadura militar, afirmou o presidente do tribunal, Carlos Rozanski.O mesmo tribunal, em 2006 condenou a prisão perpétua um ex-polícia por violação dos direitos humanos perpetrados contra mais de mil presos.
Em 1978, realizou-se o Campeonato Mundial de Futebol na Argentina. A ditadura encontrou nele uma forma de propagandear-se, de se tentar branquear internacionalmente. Em Portugal, no mês de Maio desse ano, Alexandre O´Neill escreveu o poema que retiro das suas Poesias Completas publicadas pela Assírio e Alvim em 2000:
TAÇA DO MUNDO DE FUTEBOL
(ARGENTINA, 1978)
O estádio River Plate situa-se a 700 mts. dum edifício pertencente à Marinha argentina onde se praticavam as piores torturas.
Em Buenos Aires, no River Plate,
a seis campos de futebol (medidas máximas)
do Centro onde, entre outros primores de jogo,
se chutavam testículos, mamas e cabeças,
a Taça do Mundo ferverá nas mãos de quem a ganhar,
de quem a empunhar, de quem por ela beber
A MERDA DE LÁ TER IDO
A indignação pela repressão e pelo cinismo com que o regime de Buenos Aires usou o Campeonato Mundial motivou então, alguns protestos em Portugal. Alguns. A Juventude Socialista e organizações da extrema-esquerda mobilizaram-se em acções para denunciar o que se passava ao redor dos estádios argentinos. Não muito participante dessas acções foi o Partido Comunista Português. A União Soviética realizava grandes negócios de comércio de trigo com a Argentina.
9 de outubro de 2007
6 de outubro de 2007
Durabilidade
Quem tentava dar um contributo para iluminar o país era a Philips. E a sua publicidade acompanhava o ditame oficial. A multi-nacional evocava a sua cumplicidade com Portugal - «a lâmpada que o país conhece» - para depois salientar a grande virtude da lâmpada Philips: «luz económica e duradoira». Como retrata o anúncio reproduzido, publicado na revista Ver e Crer de Março de 1946.
Hoje, a lâmpada incandescente é considerada um hino ao desperdício de energia e tem pela frente um destino pouco duradoiro, com intenções políticas em todo o mundo, de a substituir pela lâmpada fluorescente, essa nova campeã de resistência e baixo consumo de energia…
