9 de outubro de 2007

Sétimo Céu



















































(...) Sim, me leva pra sempre, Beatriz / Me ensina a não andar com os pés no chão / Para sempre é sempre por um triz (...)
Beatriz, Edu Lobo e Chico Buarque.
Fotos de Alberto Guimarães, realizadas ontem de manhã no Porto.






6 de outubro de 2007

Durabilidade

Aquando da Segunda Guerra Mundial, Portugal dependia de matérias-primas e diversos produtos indispensáveis, provenientes essencialmente de países envolvidos no conflito. Estando a teia de relações comerciais com o exterior dificultada, problema acrescido a muitos outros, designadamente a especulação e a injusta repartição das riquezas, grande parte da população portuguesa viveu anos de penúria, de dificuldade. Em 1946, já num panorama de pós-guerra, a propaganda da Ditadura, admoestava ainda para «evitar o desperdício» e a que se gastasse «o menos possível». A população, obviamente tinha de seguir esse caminho. Um caminho pouco luminoso, de esconsas ruas e vielas com lampiões que projectavam mais sombras que luz.
Quem tentava dar um contributo para iluminar o país era a Philips. E a sua publicidade acompanhava o ditame oficial. A multi-nacional evocava a sua cumplicidade com Portugal - «a lâmpada que o país conhece» - para depois salientar a grande virtude da lâmpada Philips: «luz económica e duradoira». Como retrata o anúncio reproduzido, publicado na revista Ver e Crer de Março de 1946.
Hoje, a lâmpada incandescente é considerada um hino ao desperdício de energia e tem pela frente um destino pouco duradoiro, com intenções políticas em todo o mundo, de a substituir pela lâmpada fluorescente, essa nova campeã de resistência e baixo consumo de energia…

Coronet (2)

Mais uma atraente capa da Coronet, desta vez relativa a Outubro de 1946. A Coronet era uma subsidiária da Esquire Magazine, e publicou-se entre 1936 e 1971.

2 de outubro de 2007

Inelutável

Capa da revista norte-americana Coronet, de Outubro de 1941.Uma imagem generosa e convenientemente outonal, coerente com a inelutável atenção deste blog para com matizadas e glamorosas personagens femininas.

24 de setembro de 2007

Traductor, Traditor...

"Necessitar any more informação convencê-lo, ou a mulher favorita em sua vida, parar de sugar varas do cancer?" Escrita assim mesmo, preto no branco, esta frase só por si torna risível e divertido o talvez bem intencionado site HEALTHBOLT, localizável em http://www.healthbolt.net/2006/12/11/14-reasons-its-particularly-harmful-for-women-to-smoke/pt/ .
Sem nada se querer depreciar, não será conveniente desprezar o link, no final da página, para o surpreendente conteúdo "Os homens com fome preferem umas mulheres mais pesadas".
Espera-se que este site não seja muito usado pelos jovens alunos de Português, nas suas generalizadas actividades de copy/paste.



23 de setembro de 2007

Outono


O Outono, Giuseppe Arcimbold, 1573.

Intervalo para publicidade


É sabido que nas vindimas, uso frequente, os homens têm para eles o trabalho braçal, enquanto as mulheres entoam canções ou preparam revigorantes refeições. Em 1972, a BASF Portuguesa, promovia o seu produto Polyram, contra o devastador míldio, com este anúncio. Pode-se verificar que a empresa tinha na altura, uma ineludível visão da mulher como elemento lúdico das vindimas.

16 de setembro de 2007

Aquilino

Aquilino na sua casa da Soutosa, em 1944.
«A minha obra é imperfeita e bem o sinto. A sua imperfeição materializada na obra humana, no livro, na estátua, na partitura, é uma hipérbole celeste. Nunca se alcança e quando julgarmos alcançar-nos é miragem (...) E enquanto vivermos, façamos de conta que trabalhamos para a eternidade e que tudo que é produção do nosso espírito fica gravado em bronze para juízes implacáveis julgarem à sua hora».
Discurso de Aquilino Ribeiro proferido à Sociedade Portuguesa de Escritores em 1963, citado por Mário Robalo no Expresso.

A silly season terminou!

O Verão, as nossas deambulações entre bronzeadores e refrescantes bebidas acrescidas de flor de lúpulo, não teriam de justificar tantos conteúdos patetóides disseminados nos media. Nunca entendi porque razão o estio nos terá de privar de ler bons artigos nos jornais, com o pretexto de, então, só se dever usar os neurónios para resolver problemas de sodoku. Mas não tenho esperança que a situação mude. Resigno-me.
Presentemente, o país começa a abandonar a indolência, e já se começa a ver vida inteligente por aí. Aquilino Ribeiro vai ser homenageado publicamente no dia 19 que se avizinha, aquando da sua tumulização no Panteão Nacional, e o Expresso publicou ontem um interessante pequeno dossier sobre o escritor beirão. A paginação é excelente, o que julgo se denota na foto acima. Dois artigos e uma reportagem na Beira Alta de Aquilino, propiciam, uma aprazível leitura, bem como estimulam a perscrutar o trabalho literário que o autor de «O Malhadinhas» desenvolveu ao longo de cinquenta anos.
Por mim, dou como marco de que a silly season terminou, este dossier do Expresso e a entrada dos restos mortais de Aquilino no Panteão Nacional.

8 de setembro de 2007

Noite

Foto de Alberto Guimarães

Já a sombra selou
os espelhos que copiam a ficção das coisas.

Do poema “A jovem noite” de Jorge Luís Borges, in Os Conjurados.



6 de setembro de 2007

Luz de Setembro



Praça Marquês de Pombal, Porto, ontem ao final do dia. A luz de Setembro, pois.

Edição Photoshop de Margarida Guimarães

Retornar

Leque. Folha de papel ou tecido montada num suporte de haste com varetas articuladas. Serve para agitar o ar refrescando as pessoas, como enxota-moscas e também como ornato para as senhoras. Conheceraram-no os portugueses no Oriente no séc. XVI, divulgando-o na Europa. O material e a ornamentação variaram com a moda.
In Enciclopédia Fundamental Verbo.

A Galena retorna num final de Verão abafante. Estes dias de Setembro costumam ser mais fresquinhos mas não faz mal. Apesar da evidente luz de Setembro, pode-se esquecer que o frio virá em breve. E usar o leque. Porque o ar condicionado pode provocar a Legionella.

Edição de Photoshop de Margarida Guimarães