2 de outubro de 2007
Inelutável
24 de setembro de 2007
Traductor, Traditor...
Sem nada se querer depreciar, não será conveniente desprezar o link, no final da página, para o surpreendente conteúdo "Os homens com fome preferem umas mulheres mais pesadas".
Espera-se que este site não seja muito usado pelos jovens alunos de Português, nas suas generalizadas actividades de copy/paste.
23 de setembro de 2007
Intervalo para publicidade

É sabido que nas vindimas, uso frequente, os homens têm para eles o trabalho braçal, enquanto as mulheres entoam canções ou preparam revigorantes refeições. Em 1972, a BASF Portuguesa, promovia o seu produto Polyram, contra o devastador míldio, com este anúncio. Pode-se verificar que a empresa tinha na altura, uma ineludível visão da mulher como elemento lúdico das vindimas.
16 de setembro de 2007
Aquilino
Aquilino na sua casa da Soutosa, em 1944.
«A minha obra é imperfeita e bem o sinto. A sua imperfeição materializada na obra humana, no livro, na estátua, na partitura, é uma hipérbole celeste. Nunca se alcança e quando julgarmos alcançar-nos é miragem (...) E enquanto vivermos, façamos de conta que trabalhamos para a eternidade e que tudo que é produção do nosso espírito fica gravado em bronze para juízes implacáveis julgarem à sua hora».
Discurso de Aquilino Ribeiro proferido à Sociedade Portuguesa de Escritores em 1963, citado por Mário Robalo no Expresso.
A silly season terminou!
Presentemente, o país começa a abandonar a indolência, e já se começa a ver vida inteligente por aí. Aquilino Ribeiro vai ser homenageado publicamente no dia 19 que se avizinha, aquando da sua tumulização no Panteão Nacional, e o Expresso publicou ontem um interessante pequeno dossier sobre o escritor beirão. A paginação é excelente, o que julgo se denota na foto acima. Dois artigos e uma reportagem na Beira Alta de Aquilino, propiciam, uma aprazível leitura, bem como estimulam a perscrutar o trabalho literário que o autor de «O Malhadinhas» desenvolveu ao longo de cinquenta anos.
Por mim, dou como marco de que a silly season terminou, este dossier do Expresso e a entrada dos restos mortais de Aquilino no Panteão Nacional.
8 de setembro de 2007
Noite
6 de setembro de 2007
Luz de Setembro
Retornar
Leque. Folha de papel ou tecido montada num suporte de haste com varetas articuladas. Serve para agitar o ar refrescando as pessoas, como enxota-moscas e também como ornato para as senhoras. Conheceraram-no os portugueses no Oriente no séc. XVI, divulgando-o na Europa. O material e a ornamentação variaram com a moda.In Enciclopédia Fundamental Verbo.
A Galena retorna num final de Verão abafante. Estes dias de Setembro costumam ser mais fresquinhos mas não faz mal. Apesar da evidente luz de Setembro, pode-se esquecer que o frio virá em breve. E usar o leque. Porque o ar condicionado pode provocar a Legionella.
Edição de Photoshop de Margarida Guimarães
2 de agosto de 2007
Inutile finestra
29 de junho de 2007
A cidade é muito grande
Ontem, no final do da tarde, fotografei esta casa. À sua volta outras tinham sido abatidas por uma sanha com forma de bulldozer. Talvez ela já não exista também.Entretanto ali se mantinha, irradiando um silêncio instigante e perturbante.
À noite, assim teria que ser, ouvi num disco antigo de Francis Hime esta canção, o blue certo para acompanhar a imagem.As telhas já estão pesando
Sobre esta casa cansadaEm silêncio ela espera
A hora de ser julgada.Avenidas se debruçam
Sobre a casa condenada
A casa é muito grandeUma casa não é nada.
Uma casa é só o rosto
De um sorriso de criança
De uma noite de agoniaDe um dia de esperança
De um vazio de ternuraQue nem chega a ser lembrança.
Demolição, Francis Hime / Carlos Queiroz Telles
23 de junho de 2007
Maria Rita
Trago aqui hoje o Duo Ouro Negro, porque uma das canções pop que eles mesclavam e intercalavam com a sua abordagem à música africana, transluz muito do ambiente e do espírito do S. João no Porto: Maria Rita.
Diz-me o amigo Décio do Ó, que anima o excelente blog http://duoouronegro.blogspot.com/, e que me forneceu gentilmente a imagem da capa do disco, que Maria Rita é um lançamento de 1969.
Hesitei em colocar neste post a capa, que me parece pouco feliz. Faço-o, porque ela é um testemunho de que o Duo Ouro Negro nem sempre viu o seu trabalho ser veiculado como merecia.
E aqui fica a letra de Maria Rita:
Foi um dia nas Fontainhas
Que a vi falando com umas amigas
Atirei-lhe beijos, elas riram das gracinhas
São coisas próprias das raparigas
E eu voltei, todos os dias a procurei
E soube que ela se chamava Rita
Foi a moça mais bacana que encontrei
E tinha os cabelos presos com uma fita
Maria Rita, Maria Rita
Eu pergunto à multidão, mas ninguém a viu passar
Maria Rita, Maria Rita
Dou uma vela a S. João se a voltar a encontrar
Quando chegou a madrugada
Ninguém sabia de nada
E eu voltei tão triste, tão triste
Que se ela soubesse voltava para me abraçar
Era noite de S. João
Toda a cidade estava iluminada
E toda a gente vinha em folia, em turbilhão
E nessa gente vinha a minha amada
E trazia a amarrar o cabelo negro
A mesma fita da cor do céu
Com a mão atirou-me um beijo
E entre a multidão desapareceu
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