
23 de setembro de 2007
Intervalo para publicidade

16 de setembro de 2007
Aquilino
A silly season terminou!
Presentemente, o país começa a abandonar a indolência, e já se começa a ver vida inteligente por aí. Aquilino Ribeiro vai ser homenageado publicamente no dia 19 que se avizinha, aquando da sua tumulização no Panteão Nacional, e o Expresso publicou ontem um interessante pequeno dossier sobre o escritor beirão. A paginação é excelente, o que julgo se denota na foto acima. Dois artigos e uma reportagem na Beira Alta de Aquilino, propiciam, uma aprazível leitura, bem como estimulam a perscrutar o trabalho literário que o autor de «O Malhadinhas» desenvolveu ao longo de cinquenta anos.
Por mim, dou como marco de que a silly season terminou, este dossier do Expresso e a entrada dos restos mortais de Aquilino no Panteão Nacional.
8 de setembro de 2007
Noite
6 de setembro de 2007
Luz de Setembro
Retornar
Leque. Folha de papel ou tecido montada num suporte de haste com varetas articuladas. Serve para agitar o ar refrescando as pessoas, como enxota-moscas e também como ornato para as senhoras. Conheceraram-no os portugueses no Oriente no séc. XVI, divulgando-o na Europa. O material e a ornamentação variaram com a moda.In Enciclopédia Fundamental Verbo.
A Galena retorna num final de Verão abafante. Estes dias de Setembro costumam ser mais fresquinhos mas não faz mal. Apesar da evidente luz de Setembro, pode-se esquecer que o frio virá em breve. E usar o leque. Porque o ar condicionado pode provocar a Legionella.
Edição de Photoshop de Margarida Guimarães
2 de agosto de 2007
Inutile finestra
29 de junho de 2007
A cidade é muito grande
Avenidas se debruçam
Uma casa não é nada.
Uma casa é só o rosto
Demolição, Francis Hime / Carlos Queiroz Telles
23 de junho de 2007
Maria Rita
Trago aqui hoje o Duo Ouro Negro, porque uma das canções pop que eles mesclavam e intercalavam com a sua abordagem à música africana, transluz muito do ambiente e do espírito do S. João no Porto: Maria Rita.
Diz-me o amigo Décio do Ó, que anima o excelente blog http://duoouronegro.blogspot.com/, e que me forneceu gentilmente a imagem da capa do disco, que Maria Rita é um lançamento de 1969.
Hesitei em colocar neste post a capa, que me parece pouco feliz. Faço-o, porque ela é um testemunho de que o Duo Ouro Negro nem sempre viu o seu trabalho ser veiculado como merecia.
E aqui fica a letra de Maria Rita:
Foi um dia nas Fontainhas
Que a vi falando com umas amigas
Atirei-lhe beijos, elas riram das gracinhas
São coisas próprias das raparigas
E eu voltei, todos os dias a procurei
E soube que ela se chamava Rita
Foi a moça mais bacana que encontrei
E tinha os cabelos presos com uma fita
Maria Rita, Maria Rita
Eu pergunto à multidão, mas ninguém a viu passar
Maria Rita, Maria Rita
Dou uma vela a S. João se a voltar a encontrar
Quando chegou a madrugada
Ninguém sabia de nada
E eu voltei tão triste, tão triste
Que se ela soubesse voltava para me abraçar
Era noite de S. João
Toda a cidade estava iluminada
E toda a gente vinha em folia, em turbilhão
E nessa gente vinha a minha amada
E trazia a amarrar o cabelo negro
A mesma fita da cor do céu
Com a mão atirou-me um beijo
E entre a multidão desapareceu
Manjericos
21 de junho de 2007
19 de junho de 2007
O que é que os esteróides sexuais têm a ver com a voz e o canto?

Porque a Galena também tem um pendor informativo, repasso o texto de um e-mail que me chegou a divulgar o que poderá ser um cativante evento, a anteceder a vigília da noite de S. João. Reproduzo-o, mesmo achando que «music medicine», se não tem, deveria ter forma de expressar em Português.
A «music medicine» está para a música como a medicina desportiva está para o desporto. Filipa Lã, 32 anos, investigadora da Universidade de Aveiro (e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto) e soprano, vai falar da interferência dos esteróides sexuais na voz e no canto. E vai também cantar poemas de António Botto acompanhada pelo pianista Francisco Monteiro! Venha participar no debate e traga outro amigo também!
É no sábado, véspera de S. João, às 16h30, na FNAC do NorteShopping, no Porto (Matosinhos). A sessão termina com a actuação do grupo de música tradicional portuguesa «Chamaste-m'ó», que começou a carreira em 1995 nas «Noites da Sociologia» da Universidade do Porto. Às 17 horas serão servidos chá verde e scones. A sessão é organizada pelo Ciência Hoje e pelo Fórum Internacional de Investigadores Portugueses (FIIP).
A voz é um alvo hormonal. Os Castrati (castrados) são um exemplo histórico de como variações nas concentrações de hormonas esteróides sexuais podem interferir com a qualidade vocal de um indivíduo. É também disto que nos vai falar Filipa Lã, bióloga de formação e soprano, e que está a fazer o seu pos-doutoramento na Universidade de Aveiro, onde continua a desenvolver investigação sobre Performance Vocal. Filipa vai falar e cantar temas de M. Sousa Santos sobre poemas de António Botto, acompanhada do pianista Francisco Monteiro, professor na ESE do Instituto Politécnico do Porto e da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
Durante o debate, em que Filipa Lã mostrará imagens interessantes, a investigadora desenvolverá as seguintes ideias: «Como o sistema endócrino feminino é mais complexo do que o masculino, especial atenção é aqui prestada às variações dos esteróides sexuais femininos durante o ciclo menstrual, a menopausa e os efeitos do uso de certos medicamentos contendo
esteróides sexuais sintéticos. É importante ter conhecimento deste fenómeno e suas causas - efeitos, não só porque a voz é a “impressão digital” da emotividade, personalidade e sexualidade individuais, como também é o principal instrumento de comunicação. Assim sendo, pequenas alterações vocais podem vir a ter consequências nefastas na qualidade de vida de uma mulher, especialmente das que dependem profissionalmente da sua voz».

