30 de dezembro de 2006

Calendário


Praia do Sampaio, Labruge, Vila do Conde. Área envolvente do Castro.

Os romanos podiam não ter a cultura dos gregos mas deixaram-nos a vida facilitada. O Calendário Juliano ajudou a isso. Hoje, dia III antes das Kalendas, publico esta foto feita durante a primeira manhã do ano que agora termina. Na minha celebração dos comitia callata.

24 de dezembro de 2006

Feliz Natal

19 de dezembro de 2006

Quanto le gusta

As mãos de Carmen Miranda.
Imagem retirada da capa do livro Carmen Miranda de Luiz Henrique Saia.

14 de dezembro de 2006

Pasión


As mãos de Catherine Deneuve. Foto de Peter Lindbergh, publicada na Vogue-Paris (enquadramento alterado na digitalização).

Cinema digital


As mãos de António Silva.

5 de dezembro de 2006

As mãos de Pinochet



Foto de José Giribas

Este fim de semana, folheando um número antigo da revista Humboldt, deparei com uma fotografia de Augusto Pinochet que, decidi colocar neste blog, num post com o título do artigo que a acompanhava: AS MÃOS DE PINOCHET. O artigo é do escritor chileno Ariel Dorfman, e trata-se de um brilhante libelo, originalmente publicado no El Pais. Para quem o quiser ler, deixo-o em http://img206.imageshack.us/my.php?image=artigopinochetij1.jpg .
Aquele que foi presidente do Chile durante 17 anos, ainda recentemente responsabilizado por uma comissão independente pelo desaparecimento de 3197 civis , pela prisão arbitrária e tortura de milhares de pessoas e que sempre agiu encarcerado pelo cinismo, não poderia ser justamente retratado de outra forma se não com as mãos encobertas.
Por coincidência, ainda no fim de semana chegaram as notícias dos padecimentos do ex-ditador que teria já recebido a extrema-unção.
Pinochet passa para a História com a acusação de um extenso rol de violações dos Direitos Humanos, de que não é apenas ele, obviamente, responsável, mas sem ter alcançado de todo livrar-se de complicações com a Justiça.
Outros ditadores, alguns talvez não menos acrimoniosos, conseguiram (ou conseguem) escapar.

2 de dezembro de 2006

27 de novembro de 2006

Cesariny

Tantos pintores...

A realidade, comovida, agradece
mas fica no mesmo sítio
(daqui ninguém me tira)
chamado paisagem
Tantos escritores
A realidade, comovida, agradece
e continua a fazer o seu frio
sobre bairros inteiros na cidade
e algures
Tantos mortos no rio
A realidade, comovida, agradece
porque sabe que foi por ela o sacrifício
mas não agradece muito
Ela sabe que os pintores
os escritores
e quem morre
não gostam da realidade
querem-na para um bocado
não se lhe chegam muito pode sufocar
Só o velho moinho do acordeon da esquina
rodado a manivela de trabuqueta
sem mesura sem fim e sem vontade
dá voltas à solidão da realidade.
Titânia e a cidade queimada

João Benamor. Mais...

Revista Plateia, 1963.

A totalidade da prancha deste cartoon em http://img92.imageshack.us/my.php?image=joobenamor1plateia01046ry8.jpg
Divirtam-se.

23 de novembro de 2006

Verão!

Apesar da silly-season, deveria ser Verão o ano todo. (Pensamento desesperado com tanta chuva...)

22 de novembro de 2006

21 de novembro de 2006

Mar de Sophia


Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo.

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa.

Guardo poemas e canções dentro de mim como guardo velhos brinquedos quebrados, fraccionados, dentro de caixas.
De repente descubro que Terror De Te Amar de Sophia de Mello Breyner Andresen não pode ser separado de As Praias Desertas de Tom Jobim. É assim depois de ter ouvido Mar de Sophia, recente CD de Maria Bethânia.
Na frieza do som digital, Bethânia embebe as palavras cristalinas de Sophia em, por vezes, não menos refinadas canções, em belíssimas interpretações. E na sábia sonoridade, entre outros, de músicos, como Naná Vasconcelos ou João Carlos Assis Brasil.
Tudo neste CD é tangível com o mar. Com o Mar Sonoro de Sophia: “Quando eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar”.
Quando escuto os versos de Arnaldo Antunes “Debaixo d´água ficaria para sempre, ficaria contente, longe de toda a gente para sempre. No fundo do mar”, atrevo-me a pensar que para fechar o círculo só fica em falta uma canção de Sérgio Godinho:

…chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo

olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falamos e então dissemos
aqui vivemos muitos anos...