
As mãos de António Silva.

Foto de José Giribas
Este fim de semana, folheando um número antigo da revista Humboldt, deparei com uma fotografia de Augusto Pinochet que, decidi colocar neste blog, num post com o título do artigo que a acompanhava: AS MÃOS DE PINOCHET. O artigo é do escritor chileno Ariel Dorfman, e trata-se de um brilhante libelo, originalmente publicado no El Pais. Para quem o quiser ler, deixo-o em http://img206.imageshack.us/my.php?image=artigopinochetij1.jpg .
Aquele que foi presidente do Chile durante 17 anos, ainda recentemente responsabilizado por uma comissão independente pelo desaparecimento de 3197 civis , pela prisão arbitrária e tortura de milhares de pessoas e que sempre agiu encarcerado pelo cinismo, não poderia ser justamente retratado de outra forma se não com as mãos encobertas.
Por coincidência, ainda no fim de semana chegaram as notícias dos padecimentos do ex-ditador que teria já recebido a extrema-unção.
Pinochet passa para a História com a acusação de um extenso rol de violações dos Direitos Humanos, de que não é apenas ele, obviamente, responsável, mas sem ter alcançado de todo livrar-se de complicações com a Justiça.
Outros ditadores, alguns talvez não menos acrimoniosos, conseguiram (ou conseguem) escapar.
Revista Plateia, 1963.

Pouco sei sobre João Benamor. Conheço as suas intervenções nas revistas Plateia e Crónica Feminina dos anos 60 expondo um vetusto humor que hoje se tem de contextualizar na sua época. Um humor povoado, em interessantes ilustrações, por cobiçáveis pin-ups e burlescas figuras. Sei também que João Benamor colaborou no Jornal do Exército.