Nesta quase Primavera do hemisfério norte, numa estrada portuguesa ao fim da tarde com uma lua quase cheia , vejo «num mastro firme e lento» o logotipo do Lidl. Lua bem amarela e redonda sobre azul. E lembro-me da Paisagem Útil de Caetano Veloso:
...Uma lua oval da Esso
Comove e ilumina o beijo
Dos pobres tristes felizes
Corações amantes do nosso Brasil
Gosto do logotipo do Lidl.
17 de março de 2006
Boulevard des Capucines

Chama-se José Roberto Sarsano, tem 60 anos e vive em São Paulo. Escreveu um livro, Boulevard des Capucines, que conta uma estória bonita que ele viveu. Em 1963 José Roberto comprou uma bateria e criou um grupo musical, o Bossa Jazz Trio que viria a acompanhar Elis Regina. Depois de ter acompanhado Elis no Fino da Bossa e outras aventuras, seria o grupo que viajou com a cantora para as suas determinantes apresentações no MIDEM em Cannes e e na temporada do Olimpia de Paris em 1968. Esses espectáculos foram um êxito enorme (Upa, neguinho passou a ser cantarolado pelos parisienses), tendo até lançado influências em alguma música francesa. O Bossa Jazz Trio foi importante para a afirmação do «som de Elis» mas também editou discos próprios. Um deles acaba de ser reeditado no Brasil pela Som Livre, recuperado por Charles «Titã» Gavin. José Roberto deixou a carreira musical no final de 1969 para empreender uma carreira como administrador de empresas. Em Boulevard des Capucines o relato desses sete anos frenéticos é acompanhado profusamente de fotografias e recortes de imprensa da época. Como José Roberto assinalou na dedicatória do exemplar que gentilmente me enviou, citando Lô Borges cantado por Elis no Trem Azul, “ Coisas que ficaram muito tempo por dizer, na canção do vento não se cansam de voar…”
Boulevard des Capucines é importante ser lido por quem se interessa por música brasileira. Entre outras razões, para se entender de vez a importância de São Paulo para a Bossa Nova. E principalmente para ficar a conhecer mais sobre Elis Regina.
O livro foi lançado pela Editora Árvore da Terra http://www.arvoredaterra.com.br/ e na minha modesta opinião teria cabimento uma edição portuguesa.
Mais informações http://jsarsano.fotoblog.uol.com.br/
16 de março de 2006
Nada. Transcendental.
Galena Transcendental. Porque vou deixar aqui reflexões, ou nem tanto, sobre o que capto. Se captar algo, claro, pois sou um nadinha distraído e por vezes teimosamente desatento. Ah ! Galena Transcendental só pode ter sido um título inspirado em Cinema Transcendental de Caetano. Cinema transcendental, trilhos urbanos, Gal cantando Balancê. Mas eu não quero explicar nada.
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